Entrevista com Taís Rochel, esgrimista olímpica e estudante da ILSC-Melbourne

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A brasileira Taís Rochel estuda em Melbourne e nos conta um pouco de sua história no esporte. Descubra um pouco mais sobre a competidora olímpica que representou o Brasil na esgrima e sobre suas experiências na ILSC-Melbourne.

 

Taís, conte-nos um pouco de sua história: com que idade você começou a praticar esgrima e o que levou você para o esporte?

Bom… comecei a fazer esgrima com 6 anos no Esporte Clube Banespa, clube que éramos sócios na época. Por ser muito nova era “obrigada” a esperar meu irmão mais velho, André Rochel a terminar seu treino (ele havia começado a treinar esgrima incentivado pelo meu pai). Um belo dia a técnica me fez uma proposta irrecusável: se eu começasse a treinar ela me daria vale lanche em todo final de treino. Nao pensei duas vezes e faço esgrima até hoje, 28 anos depois (risos).

 

Quem foi o seu maior incentivador(a)?

Sem duvida nenhuma meu pai, Luiz Cezar Rochel, foi meu grande incentivador e “paitrocinador”. Ele sempre me acompanhou nas competições quando eu era mais nova e em tempos difíceis ele fazia um enorme esforço para eu continuar competindo. Se hoje sou muito realizada no esporte (e minha profissão de atleta) com certeza é graças a ele.

 

Qual foi o momento mais difícil de sua carreira na esgrima? Você pensou em desistir e seguir outro caminho?

O momento mais difícil da minha carreira foi quando fui pega no dopping por conta do medicamento (bombinha) que usava quando tinha ataque de asma. Nao fazia ideia que não podia usá-lo e tive um ataque de asma no dia anterior à competição em que fui submetida ao controle de doping.

Foi um momento muito difícil, a Confederacão Brasileira me ligou um dia antes do meu embarque para o Mexico onde eu participaria dos Jogos Pan-americanos de Guadalajara 2011, a principal competicão do ano. Minha mala já estava pronta e me disseram que eu não poderia embarcar. Foi bem traumático, não só para mim como para minha familia também, já que eles sabiam que nunca tive a intencão de me “dopar”. E toda a repercursão que teve na época me fez pensar por um momento em desistir e seguir apenas com minha carreira de estilista. Mas meu sonho em participar de uma Olimpiada era maior! E foi o que me fez começar a treinar ainda mais forte!

 

Quando aconteceu o ponto de virada na sua carreira? Aquele momento em que disse pra si mesma “poxa, eu sou boa no que faço! ”

Acredito que o ponto da virada aconteceu depois do Pré-olimpico de 2012, no classificatório para as Olimpiadas de Londres. Perdi na final por 15 X 12 e só iria para as olimpiadas se fosse campeã. Esse momento foi bem traumático tambem (risos). Muitos acreditavam que me aposentaria, afinal de contas, tinha sido pega no doping no ano anterior, não tinha me classificado para as Olimpiadas de Londres por muito pouco e também estava seguindo bem minha carreira de estilista… não tinha muita razão para continuar.

Mas meu sonho em ir para uma Olimpiada era maior!!! Foi nesse momento que decidi mudar tudo!!! Troquei de técnico, fechei minha marca de roupas esportivas e me mudei para Itália para treinar em um dos melhores clubes de esgrima do mundo, Frascati Scherma! Lá estão os campeões olímpicos Danielle Garozzo, Arianna Errigo, Valerio Aspromonte, Ilaria Salvatorio e outros grandes atletas. Lá eu treinei com o tecnico que me ajudou muito, e sou eternamente grata por isso, Marco Ramacci.

 

Qual foi sua vitória mais marcante? E uma derrota que não dá pra esquecer?

Tiveram muitos momentos maravilhosos na minha carreira!!! Mas a conquista mais marcante foi quando fui campeã no Torneio Nacional Cidade de São Paulo em 2016. Nesse campeonato voltei a ser primeira do ranking brasileiro e garanti minha vaga nas olimpiadas do Rio 2016. Chorei um dia inteiro de emocão! (risos).A pior derrota, sem dúvida nenhuma foi o Pré-olimpico classificatório para Londres que aconteceu em Santiago do Chile em 2012(como falei anteriormente). Não me classifiquei por muito pouco e por conta disso tambem fiquei chorando um dia inteiro, mas de tristeza.

 

Como foi a emoção de disputar sua primeira Olimpíada?

Foi o momento mais pleno da minha vida!!! Todos perguntam se fiquei nervosa. Eu estava sim, bem nervosa, mas um nervosismo diferente! Estava muito realizada em estar ali e queria aproveitar aquele momento da melhor maneira, queria dar meu melhor!!!! Estava nervosa, mas incrivelmente feliz!! Dificil descrever a sensação… foi uma experiencia maravilhosa!!

Ganhei o primeiro combate por 15X0 contra a saudita (me disseram que foi a primeira vez que esse placar aconteceu na historia de uma olimpiada) e estava jogando super bem! Infelizmente no combate seguinte perdi contra a russa Aida Shanaeva, com o placar de 15X13! Joguei muito bem tambem e tenho convicção que tiveram erros de arbitragem (e muitos acham o mesmo também), mas isso acontece em todo esporte, infelizmente. Foi ruim ter perdido, mas fiquei feliz em ter jogado meu melhor diante de uma torcida tão maravilhosa! O ginásio estava lotado!!! Me arrepia só de lembrar (risos).

 

Você tem alguma dica pra quem está interessado em praticar esgrima mas não sabe como começar?

Caso você esteja procurando um novo hobbie, a esgrima é uma otima opcão, porque ela pode ser iniciada em qualquer idade! No nosso clube, por exemplo, temos criancas, adolescentes e adultos de diversas idades começando a todo momento. E diversos campeonatos são organizados tanto para atletas de alto rendimento como também atletas amadores, ou seja, nunca é tarde para começar!

E nos primeiros meses os clubes de esgrima oferecem o material, logo, nao precisa se preocupar em comprar uma espada logo de cara!

 

O que a fez escolher a ILSC-Melbourne como sua escola de inglês? Como foi sua aula de demonstração?

A agencia que escolhi me falou muito bem da escola e tive ótimas referencias da ILSC! Não só a aula de apresentação, como a estrutura e os professores são muito bons. Fazer inglês em uma boa escola é importante para mim, já que preciso ter um bom nivel de ingles para dar aulas de esgrima. Estou muito satisfeita com a escola!

 

Quais são seus planos para o futuro? Pretende permanecer na Australia praticando e ensinando esgrima? Você se vê disputando uma nova Olimpíada?

A unica certeza que tenho é que quero continuar em Melbourne! Estou achando a cidade maravilhosa! A qualidade de vida realmente é tudo aquilo que todos me falavam (e um pouco mais!). Estou completamente apaixonada pela cidade, pelos australianos, por tudo!!! E para melhorar ainda mais, estou amando ser técnica e treinar com os atletas do Blacklords Fencing Club! O clube esta crescendo e tem otimos atletas que estão tendo bons resultados no contexto internacional! Acredito que posso ensinar, e tambem aprender bastante.

Melbourne é uma cidade que valoriza muito o esporte e tem um grande potencial para a esgrima. Quero fazer parte desse crescimento! Vou levar a minha carreria de atleta (lembrando que eu represento o Esporte Clube Pinheiros pelo Brasil) e de técnica até onde eu puder, ou seja, ainda penso em uma possivel classificacão para as olimpiadas de Tokio 2020.

 

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